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19 de abr. de 2011

Self Induced Amnesia

Vivo ouvindo pessoas me dizendo pra me desprender do passado.
Isso não faz com que eu viva menos o meu presente, tenho certeza disso... E além do mais, porque eu me iria desfazer de algo que me faz bem?! As partes ruins a gente deleta, finge que não aconteceu... Mas eu gosto de guardar as boas. Gosto de procurar em um cantinho ou outro na minha alma algo que me faça dar um sorrisinho de leve, traz meu humor de volta em alguns momentos chatinhos.


Eu acredito que tem tanta, mas tanta coisa que simplismente nos marca, como a ferro quente e não há nada que possamos fazer para que essa marca saia. Por mais que a esqueçamos por algum tempo, ela vai estar ali, toda linda e, quando olhar pra ela vai lembrar do instante exato em que te foi inflingida. Isso é mágico. Tanto mágico quanto trágico, eu diria. Tem muita coisa que machuca lembrar, mas como toda boa masoquista, algumas dessas lembranças doloridas me fazem gargalhar sozinha de vez em quando.

Tenho lembranças de épocas meio tenebrosas da minha vida, que eu gostaria de ter pulado e isso teria feito um bem danado... Mas confesso, que algumas ainda me fazem rir e ficar ali, avoada, pensando e quando vejo, já passou tanto tempo!

Não tenho lá um exemplo de passado, mas é MEU, e eu faço exatamente o que eu quiser com ele. Jogar fora é que não vou. Ele que me construiu, fez de mim hoje tudo que sou... Cada pedacinho, cada lugar, pessoa, momento, riso, choro, briga, disilusão, todo e qualquer santo detalhe dele é uma palavrinha escrita no livro que é minha vida. Pode ser uma obra bem escrota do mais puro realismo, mas é meu, meu livro.

É parte de mim e, do que é meu eu não me desfaço. Sou autora do meu livro, e cada rascunho, cada notinha de roda-pé tem sua importância magnânime, de extrema nobreza por mais baixo que seja.

Acho que o passado é sempre um bom exemplo pro presente, é sempre uma colherzinha de açucar quando se precisa de momentos bons e uma voz de experiência até mesmo inconveniente nos momentos em que precisamos dela. É importante sim, lembrar do que aconteceu, para que o que foi bom fique tatuado e que perpetue teu sorriso, e o que foi ruim não se repita, que te faça aprender e te dê forças para mudar o que se é necessário.



Uma vez uma pessoa muito querida me escreveu:

"(...)Te empenha em endireitar os quadros tortos nas paredes da tua alma e faz da morada do teu espírito um lugar cada vez mais aconchegante e harmonioso"



Meu passado? É um agente deveras importante nesse processo.

12 de mar. de 2011

I'm digging my own hole.



You were never too good and it was never all for real. All you said were lies and you put them away so well, that your truth the others could never steal. But that's how it ends up, the time is going by and you getting behind. And this mess you're in, these troubles you're stuck within... everything you made it yourself. Now figure out a way of fixing it up, cause this hurt it grows inside, and it will forever dwell. It lingers in and it comes out in tears, but they never carry the pain you struggle with. In each day find another reazon to breathe, in each hour you lose beg for another snap in the face so you can feel real.

You made your life suck. You made all alone.


This shit will fuck you up.

3 de mar. de 2011

...É quando meu grito ultrapassa as barreiras do audível e toma forma escancarada em minha tez cansada, toma partido nas minhas atitudes insensatas e carregadas de altivez;
É quando olho para minh'alma cor-de-nada nutrida de manchas sinuiosas que insistem em preencher cada canto tétrico da minha existência;
É nesse momento, que esmero ocultar-me os pedacinhos sórdidos e caminho lépida, mentirosa.
Minto para mim, para ti e para o que me cerca. Pincelo um pouquinho de cor nesse meu mundo. Inebrio quinas e praças do meu além-corpo, me ausento da consciência pra que o farda não se faça presente em pesar.
Em suma, como um palhaço, eu sigo jubilosa mas entornando o pranto aos borbotões.

23 de jan. de 2011

Nihil.

o não sentir me parace tão atraente! O nada reinando, nihil, somente.
Flutuando na ausência e divagando no vazio... Me imagino deitada nas palavras que me fazem perdurar, haha... NADA! Elas não existem, EU não existo. Nada me toca, me afeta, me vê.
Sou eu quem rio agora.

Doce sonho.

Vida

...Paradoxal.

11 de ago. de 2010

Sobre mim? Sou feita de dúvidas: as empilho cuidadosamente uma a uma nesse meu peito já pesado e as mimo - me são infinitamente preciosas. Nessa minha fortaleza me escondo, por de trás de mil e uma incertezas e as amo... É através delas que rabisco esse mundo com a minha presença. É o meu duvidar que aviva a minha chama de esperança. A certeza me deprime, me arranca da alma um pedaço. A dúvida me excita, me guia, me faz ir atrás da verdade. Ocasionalmente, eu gosto de pensar que talvez nem mesmo eu exista. Quem sou eu para discordar?
Emoção. É o que mantém-me viva. É para ela que vivo! Salvos sejam os sentimentos! Desde o pesar mais escroto, até mesmo a felicidade mais absurda! Intensifico! Dramatizo, faço pose de heroína e faço cair por terra qualquer um que me contrarie! Pois é pelo arder no peito é que vivo, seja de dor, seja de amor! Eu preciso sentir! Que se mandem as mal-comidas e os borocoxôs, me tragam emoção! Um pouquinho de vida, por favor.
Defensora de minha opiniões, hedonista! Eternamente fiél para com minhas vontades e prazeres, porém covarde. Covarde por ter medo da vida e do mundo como é. Por olhar em volta e ver depravação, a escória. Me orgulho por enxergar... Mas é aquela velha máxima: "Ignorância é felicidade". Já quis desistir de mim, mas eu vejo que nada nesse mundo é mais importante do que sou e do que guardo aqui dentro. Chame de egoísmo, do que quiser... Mas não me conceitue, me faça o favor de não querer me rotular, que Ana Vitória Cabral Infante da Câmara Teixeira só há uma. Esta sou eu.
E se meu futuro exigir alguma cor, eu o pintarei de preto.

27 de mar. de 2010

Tem coisas que não se explica, que não se mede e que não conseguimos evitar.
Eu quis evitar você.
Parece que vivo um presente, que anseia pelo passado, e nessa mescla em minha mente eu vivo - fora de mim. Fora do que sou e do que me rodeia. Eu vivo na mente, eu junto os pedaços e as palavras com tamanho cuidado, e as mimo e acaricio com as lágrimas e com o choro baixinho.
Choro por estar feliz, é essa tremenda felicidade que me faz chorar, mas há falta dê. Falta de quê? Falta de ar, falta de pele, de toque, da fala. Falto dos beijos eternos, das mãos protetoras, da presença e do seu sorriso. Você está aqui mas não está, não mais. E eu tenho lutado para que assim tudo permaneça.

17 de mar. de 2010

Retrato triste

Eu sou a maior mazoquista sentimental que eu conheço, é incrível minha capacidade de ter uma alegria oculta, quando me sinto triste. Parece até que eu fico mais bonita quando estou desanimada. Eu até gosto mais de mim mesma nesses momentos, me identifico com a minha "persona triste", acho que essa imagem combina mais comigo. O melancólico, o mórbido e infeliz sempre me atraiu, e eu tenho um sentimento oculto de felicidade, quando as pessoas sentem dó de mim, apesar de odiar isso. Eu gosto de me humilhar pra outras pessoas verem o que sinto por elas, gosto de ignorar meu orgulho pra ver qual o meu limite. Eu gosto de me torturar psicológicamente, com lembranças tristes, como momentos de dor ou lembrar de coisas que antes me faziam bem mas hoje não são nada, gosto de inventar coisas pra sentir saudade, pra ficar mal. Tem dias que eu simplismente penso em qualquer motivo pra me sentir triste, só pra ter o prazer de ver minha cara de desânimo no espelho... Me acho linda nesses momentos. Eu tenho um prazer imenso na tristeza, eu tenho uma paixão incomensurável pela dor psicológica, e o fato de saber que a tristeza existe, já me deixa mais feliz.