Como é ruim, a sensação de impotência. Sinto que a distância tomou-me os dois braços, aniquilou-me as pernas e arrancou-me o coração pela boca. Tudo pesa, tudo doi. Sinto-me eventualmente paraplégica.
Tudo que eu queria nesse mesmo segundo era estar perto daquele que amo, mesmo que, se necessário fosse, ficar quieta ao lado, fazendo-me presente. Dói agudo lá no canto mais remoto da alma, essa agonia de ver quem amo sofrendo e não poder fazer nada. Gostaria de arrancar-lhe todas as dores pra mim, prefiro tudo sobre meus ombros do que ficar aqui observando e esperando o tempo e essa angústia passarem. Eu juro, suportava. Suportava só por saber que nele não habitaria mais dor alguma!
Inverossímil me soa, uma pessoa tão querida, tão amada, aos meus caprichosos olhos augusta, sentir a menor pontada de dor. Faz-me querer enfrentar esse Deus e perguntar por quê. Faz-me querer pedir que tudo viesse para mim. Consigo ser forte por nós dois, já suportei tanto.. e acho que é bem por isso que me lateja a alma ver alguém tão amado por mim se doendo.
Queria arrancar com os dentes todo penar do peito dele, que amo tanto. Queria só parar o mundo, pra deixa-lo se encolher em mim ate tudo isso sanar. Eu juro, ficaria ali o tempo que fosse. Por ele o impossivel.
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25 de dez. de 2013
3 de mai. de 2011
Ode to my family
19 de abr. de 2011
Self Induced Amnesia
Vivo ouvindo pessoas me dizendo pra me desprender do passado.
Isso não faz com que eu viva menos o meu presente, tenho certeza disso... E além do mais, porque eu me iria desfazer de algo que me faz bem?! As partes ruins a gente deleta, finge que não aconteceu... Mas eu gosto de guardar as boas. Gosto de procurar em um cantinho ou outro na minha alma algo que me faça dar um sorrisinho de leve, traz meu humor de volta em alguns momentos chatinhos.
Eu acredito que tem tanta, mas tanta coisa que simplismente nos marca, como a ferro quente e não há nada que possamos fazer para que essa marca saia. Por mais que a esqueçamos por algum tempo, ela vai estar ali, toda linda e, quando olhar pra ela vai lembrar do instante exato em que te foi inflingida. Isso é mágico. Tanto mágico quanto trágico, eu diria. Tem muita coisa que machuca lembrar, mas como toda boa masoquista, algumas dessas lembranças doloridas me fazem gargalhar sozinha de vez em quando.
Tenho lembranças de épocas meio tenebrosas da minha vida, que eu gostaria de ter pulado e isso teria feito um bem danado... Mas confesso, que algumas ainda me fazem rir e ficar ali, avoada, pensando e quando vejo, já passou tanto tempo!
Não tenho lá um exemplo de passado, mas é MEU, e eu faço exatamente o que eu quiser com ele. Jogar fora é que não vou. Ele que me construiu, fez de mim hoje tudo que sou... Cada pedacinho, cada lugar, pessoa, momento, riso, choro, briga, disilusão, todo e qualquer santo detalhe dele é uma palavrinha escrita no livro que é minha vida. Pode ser uma obra bem escrota do mais puro realismo, mas é meu, meu livro.
É parte de mim e, do que é meu eu não me desfaço. Sou autora do meu livro, e cada rascunho, cada notinha de roda-pé tem sua importância magnânime, de extrema nobreza por mais baixo que seja.
Acho que o passado é sempre um bom exemplo pro presente, é sempre uma colherzinha de açucar quando se precisa de momentos bons e uma voz de experiência até mesmo inconveniente nos momentos em que precisamos dela. É importante sim, lembrar do que aconteceu, para que o que foi bom fique tatuado e que perpetue teu sorriso, e o que foi ruim não se repita, que te faça aprender e te dê forças para mudar o que se é necessário.
Uma vez uma pessoa muito querida me escreveu:
"(...)Te empenha em endireitar os quadros tortos nas paredes da tua alma e faz da morada do teu espírito um lugar cada vez mais aconchegante e harmonioso"
Meu passado? É um agente deveras importante nesse processo.
25 de mar. de 2011
Exatamente um ano atrás, 1:43 AM
"(...)Desculpa se eu não fiquei falando das suas qualidade e dizendo o tempo todo o quanto eu amo você. Eu te desejo, nesse dia, que você não ganhe apenas presentes. Ganhe maturidade, experiência, sabedoria, seja o que você desejar, mas principalmente, seja algo do que você possa se orgulhar. Be a singer, be a dancer. But before singing a song or dancing a dance, be a woman, be a girl."
You made me so much better
12 de mar. de 2011
I'm digging my own hole.
You were never too good and it was never all for real. All you said were lies and you put them away so well, that your truth the others could never steal. But that's how it ends up, the time is going by and you getting behind. And this mess you're in, these troubles you're stuck within... everything you made it yourself. Now figure out a way of fixing it up, cause this hurt it grows inside, and it will forever dwell. It lingers in and it comes out in tears, but they never carry the pain you struggle with. In each day find another reazon to breathe, in each hour you lose beg for another snap in the face so you can feel real.
You made your life suck. You made all alone.
This shit will fuck you up.
"Tudo vai ser diferente..."
3 de mar. de 2011
...É quando meu grito ultrapassa as barreiras do audível e toma forma escancarada em minha tez cansada, toma partido nas minhas atitudes insensatas e carregadas de altivez;
É quando olho para minh'alma cor-de-nada nutrida de manchas sinuiosas que insistem em preencher cada canto tétrico da minha existência;
É nesse momento, que esmero ocultar-me os pedacinhos sórdidos e caminho lépida, mentirosa.
Minto para mim, para ti e para o que me cerca. Pincelo um pouquinho de cor nesse meu mundo. Inebrio quinas e praças do meu além-corpo, me ausento da consciência pra que o farda não se faça presente em pesar.
Em suma, como um palhaço, eu sigo jubilosa mas entornando o pranto aos borbotões.
É quando olho para minh'alma cor-de-nada nutrida de manchas sinuiosas que insistem em preencher cada canto tétrico da minha existência;
É nesse momento, que esmero ocultar-me os pedacinhos sórdidos e caminho lépida, mentirosa.
Minto para mim, para ti e para o que me cerca. Pincelo um pouquinho de cor nesse meu mundo. Inebrio quinas e praças do meu além-corpo, me ausento da consciência pra que o farda não se faça presente em pesar.
Em suma, como um palhaço, eu sigo jubilosa mas entornando o pranto aos borbotões.
11 de ago. de 2010
What if i was gone tomorrow? how would it be like?
Would my friends still see my face while they're sleeping
As my world fades to grey?
Sometimes I feel like watching days
Passing by as i try not to breathe, not to bleed again
No more pain, enough tears let's
Paint it black i'm sick of what i am
Hopeless dreams I try to reach
Seem so far, i am so weak
Would my friends still see my face while they're sleeping
As my world fades to grey?
Sometimes I feel like watching days
Passing by as i try not to breathe, not to bleed again
No more pain, enough tears let's
Paint it black i'm sick of what i am
Hopeless dreams I try to reach
Seem so far, i am so weak
1 de ago. de 2010
Quero gritar bem alto tudo que mais quero desta vida! Vomitar meus pulmões, vociferando claramente todas as minhas angústias! Estou farta de desventuras, me afoguei em lágrimas...
Sonhos! Ah, que são eles?!
Quem sou eu para tê-los?!
Que mereço eu desta vida, senão o caminhar desalentado?
Não há esperança, nem mesmo um só desejo tangível... Sonhos! E que gosto têm?
Ah, queria eu poder sonhar! Queria poder permitir-me esse luxo, esse inocente enganar!
Sinto a alma diminuir, calma, silenciosamente... Que queres de mim? Maldita... Te alimento não só de tristeza, mas também de voluptuosidade! De vontade! Desejos! Dê-me tempo! Hei de me curar! Hei de juntar-me os pedaços e sonhar! - Oh! Como os quero, como morreria por uma noite deliciosa, repleta de fantasia!
Destinada eternamente a tristeza e a viver no lodo desse mundo... Onde a dor é tão real que ao caminhar, sinto-me sangrar, pulsando e anseando pela morte... Descanso! Um sono eterno, mais uma noite infinita, sem meu tão desejado sonhar!
Sonhos! Ah, que são eles?!
Quem sou eu para tê-los?!
Que mereço eu desta vida, senão o caminhar desalentado?
Não há esperança, nem mesmo um só desejo tangível... Sonhos! E que gosto têm?
Ah, queria eu poder sonhar! Queria poder permitir-me esse luxo, esse inocente enganar!
Sinto a alma diminuir, calma, silenciosamente... Que queres de mim? Maldita... Te alimento não só de tristeza, mas também de voluptuosidade! De vontade! Desejos! Dê-me tempo! Hei de me curar! Hei de juntar-me os pedaços e sonhar! - Oh! Como os quero, como morreria por uma noite deliciosa, repleta de fantasia!
Destinada eternamente a tristeza e a viver no lodo desse mundo... Onde a dor é tão real que ao caminhar, sinto-me sangrar, pulsando e anseando pela morte... Descanso! Um sono eterno, mais uma noite infinita, sem meu tão desejado sonhar!
14 de jun. de 2010
Saudades daqueles cafés depois do almoço, sempre no mesmo lugar, a mesma cadeira... Os ombros e os olhos já cansados e demonstrando carregar alguma expêriencia. Eu sentada ali, ofegante da caminhada, mas anseando intensamente para que me abrisse a boca e contasse mais uma de suas histórias... Histórias da África do meu Avô - a que pertencia a ele, onde meu herói podia tudo - e a África da Guerra e do terror. Ambas no mesmo lugar, tão diferentes, igualmente interessantes... Por horas esse senhor já meio triste me emocionava e viajava comigo por entre contos e mitos da nossa família do nosso antigo lar, pelo menos o que era pra ter sido. Saudade do homem que me mergulhou no mundo dos livros, da poesia, da virtude... O homem que me falava da vida como é de uma maneira entusiasmantemente calma, e em êxtase eu ouvia tudo, digeria todas as suas palavras...
Vô, você é responsável por quase tudo que sou e sei, e eu jamais vou saber te agradecer. Eu te amo, meu herói!
Vô, você é responsável por quase tudo que sou e sei, e eu jamais vou saber te agradecer. Eu te amo, meu herói!
17 de mar. de 2010
Retrato triste
Eu sou a maior mazoquista sentimental que eu conheço, é incrível minha capacidade de ter uma alegria oculta, quando me sinto triste. Parece até que eu fico mais bonita quando estou desanimada. Eu até gosto mais de mim mesma nesses momentos, me identifico com a minha "persona triste", acho que essa imagem combina mais comigo. O melancólico, o mórbido e infeliz sempre me atraiu, e eu tenho um sentimento oculto de felicidade, quando as pessoas sentem dó de mim, apesar de odiar isso. Eu gosto de me humilhar pra outras pessoas verem o que sinto por elas, gosto de ignorar meu orgulho pra ver qual o meu limite. Eu gosto de me torturar psicológicamente, com lembranças tristes, como momentos de dor ou lembrar de coisas que antes me faziam bem mas hoje não são nada, gosto de inventar coisas pra sentir saudade, pra ficar mal. Tem dias que eu simplismente penso em qualquer motivo pra me sentir triste, só pra ter o prazer de ver minha cara de desânimo no espelho... Me acho linda nesses momentos. Eu tenho um prazer imenso na tristeza, eu tenho uma paixão incomensurável pela dor psicológica, e o fato de saber que a tristeza existe, já me deixa mais feliz.
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