2 de jul. de 2011

Em poucas palavras sou contradição.

Um grito no vácuo, dor anestésica ou coisa do tipo.

Sempre ouvi falar da força que existia em mim, de uma essência de guerreira que me residia. Hoje não a encontro, vasculho a alma de canto a canto procurando essa gana, essa força toda. Me vejo sensível, ainda aos poucos remendada e com o tempo ainda se suturando... Me vejo um alvo fácil, como um objeto frágil na ponta da mesa.
Me enchergo pequena, miúda. Na minha pequenês vou pequenando, encolhendo, revirando a alma procurando esse meu alter ego forte, que tanto me encanta.

27 de jun. de 2011

Meu Anjo da Guarda

Dois faróis de luz azul me guiam o despertar...


Depois,
Calor que aconchega e que me protege
No meu momento de molenguice matinal,
Me aninho no peito amigo e me deixo levar.
A pureza do envolver não só com os braços
Mas com a alma inteira, alguém que te zela,
Cobre tua vida com um manto loiro escuro
De honra e compromisso, selado nesse abrir de olhos,
Nesse meu acordar.



(Pro meu chato mais chato de todas as galáxias)

24 de jun. de 2011

Desilusão

Em um piscar de olhos o momento sumiu, fugiu de mim. Tudo o que pude fazer foi descruzar os braços, jogar as costas contra a parede e observar: Todo o meu viver me abandonando, serelepe e distraído... Sem nem perceber que fiquei pra trás..

4 de jun. de 2011

Despertar (2009)

Eu queria, a cada dia acordar no meu sonho, pra gozar dos meus momentos, minhas falas, minhas falhas, cada um dos meus flagras. Pra viver sempre onde houve de estar. Tocar ao vivo o que no impossível sempre esteve lá para o meu agrado. Alcançar com uma palavra o que o mundo me pediria para atravessar. Sonhar que já não sonho mais, que é real. Queria manter no meu mundo toda pessoa que me cativou, guardar no peito todo suspiro que o orgulho afogou e poder dizer com os olhos, que o que eu queria habita em mim e se me tiras és meu também... Mas logo o sonho acaba, o sol me grita, o vazio ao lado me faz calada e imóvel, esperando para recomeçar.

Purgatório

É como respirar e não sentir o ar adentro
Como caminhar e ver a paisagem estática
Enchergar de frente a silhueta do desalento

Insalubre o purgatório moral da alma
Lamacento o sítio onde saboreio a culpa
Tantos dissabores,os meus

...e sigo eu, aparentemente calma

Chego à porta e abre-me o carrasco dedo
Que aponta, que afronta e corrói-me as entranhas
Cerro os dentes e de punhos fechados contemplo o medo

Absorta pelo vazio, repleta de nada
Mente perene de dor e de gritos contidos
Porta adentro eu sigo procurando o ar que deixei de sentir no jazigo

...e sigo eu, ajoelhando perante o reflexo da minh'alma