Quero gritar bem alto tudo que mais quero desta vida! Vomitar meus pulmões, vociferando claramente todas as minhas angústias! Estou farta de desventuras, me afoguei em lágrimas...
Sonhos! Ah, que são eles?!
Quem sou eu para tê-los?!
Que mereço eu desta vida, senão o caminhar desalentado?
Não há esperança, nem mesmo um só desejo tangível... Sonhos! E que gosto têm?
Ah, queria eu poder sonhar! Queria poder permitir-me esse luxo, esse inocente enganar!
Sinto a alma diminuir, calma, silenciosamente... Que queres de mim? Maldita... Te alimento não só de tristeza, mas também de voluptuosidade! De vontade! Desejos! Dê-me tempo! Hei de me curar! Hei de juntar-me os pedaços e sonhar! - Oh! Como os quero, como morreria por uma noite deliciosa, repleta de fantasia!
Destinada eternamente a tristeza e a viver no lodo desse mundo... Onde a dor é tão real que ao caminhar, sinto-me sangrar, pulsando e anseando pela morte... Descanso! Um sono eterno, mais uma noite infinita, sem meu tão desejado sonhar!
1 de ago. de 2010
14 de jun. de 2010
Saudades daqueles cafés depois do almoço, sempre no mesmo lugar, a mesma cadeira... Os ombros e os olhos já cansados e demonstrando carregar alguma expêriencia. Eu sentada ali, ofegante da caminhada, mas anseando intensamente para que me abrisse a boca e contasse mais uma de suas histórias... Histórias da África do meu Avô - a que pertencia a ele, onde meu herói podia tudo - e a África da Guerra e do terror. Ambas no mesmo lugar, tão diferentes, igualmente interessantes... Por horas esse senhor já meio triste me emocionava e viajava comigo por entre contos e mitos da nossa família do nosso antigo lar, pelo menos o que era pra ter sido. Saudade do homem que me mergulhou no mundo dos livros, da poesia, da virtude... O homem que me falava da vida como é de uma maneira entusiasmantemente calma, e em êxtase eu ouvia tudo, digeria todas as suas palavras...
Vô, você é responsável por quase tudo que sou e sei, e eu jamais vou saber te agradecer. Eu te amo, meu herói!
Vô, você é responsável por quase tudo que sou e sei, e eu jamais vou saber te agradecer. Eu te amo, meu herói!
1 de jun. de 2010
Reflexão
Sentar-se sozinho no banco do parque
O vento gelado rasgando educadamente sua face
O mundo como ele é não pede licença
As pessoas vem e vão sem se perguntar por quê
Ninguém se importa realmente
Seu rosto agora adormece e você
Que já nem divaga por entre as injustiças do mundo
Só deseja que o resto do corpo se junte ao seu rosto
Em um sono tão doce, frio.
Longe das pessoas que vem e vão
Do mundo como ele é.
O vento gelado rasgando educadamente sua face
O mundo como ele é não pede licença
As pessoas vem e vão sem se perguntar por quê
Ninguém se importa realmente
Seu rosto agora adormece e você
Que já nem divaga por entre as injustiças do mundo
Só deseja que o resto do corpo se junte ao seu rosto
Em um sono tão doce, frio.
Longe das pessoas que vem e vão
Do mundo como ele é.
30 de mai. de 2010
Eu não quero fazer parte da sua vida
Quero estar dentro das suas veias.
Eu não quero estar do seu lado
Quero estar dentro do seu coração.
Onde todas as veias se encontram
Onde todas as saídas se unem
Sou eu e todos seus pensamentos
Eu habito em você
Tão feliz se fosse verdade
Tão intediante, não fora impossível
Morar onde pertenço
Quero estar dentro das suas veias.
Eu não quero estar do seu lado
Quero estar dentro do seu coração.
Onde todas as veias se encontram
Onde todas as saídas se unem
Sou eu e todos seus pensamentos
Eu habito em você
Tão feliz se fosse verdade
Tão intediante, não fora impossível
Morar onde pertenço
Assinar:
Postagens (Atom)