27 de out. de 2015


Seu falar fanho flutuante
e meu olhar desinteressado
calejado
e nós, a banda, os planos:
em cima da prancha
no meio da chuva


Colchão furado etílico pós banho
de água do céu e de sal
um cantor arranhando
um canto qualquer
olho-o de canto
no canto, ausente
    

E assim confortável
em cima da cama
no meio da chuva
nas frestas da alma gritam ventos
que mais são lamúria que apelo
Você sonha
Eu pesadelo.





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