Hoje eu acordei divagando na fronteira
Um pé após o outro circulando eu mesma
Respiração pesada e a minha passada lenta
Retornei à casa dos espelhos, de infinitos corredores
Encarei as imagens tortas de mim mesma e dos medos
Do abandono, do fracasso e não suportar os amores
A casa fica logo ali, no limite invisível
Do eu que sou dúvida e o eu tangível
O céu colorido de emoções dançantes
Rajadas raivosas de vento e o orvalho sereno em seguida
A noite escura como o terror da solidão alterna sempre
Com os dias claros de alegrias intensas sem motivo aparente
Amiúde abandono a casa limítrofe e retorno tensa
O fardo de conhecer-se é de de todos o mais pesado
Carrego a chaga e o rótulo, a faca e o queijo também
Jogo o queijo no lixo e enfio a faca na testa...
4 de mai. de 2015
17 de abr. de 2015
Três quase vidas
É quase o três que é número sagrado
É estabilidade, segurança, mágico
Que é quase quatro de lugar seguro
Abrigo e plenitude que é
Amar e ser também amado
Quase meço o tempo ordinário
Esquecendo que o meu passo resiste
Mania torta de ser sempre o contrário
No nosso mundo de quase três existe
A vivência de uma quase vida inteira
A calmaria de um bosque palco fortuito
O enlaçar de almas em pontas de dedos
São quase três agora, mas não conto assim
São quase três vidas, como eu conto só diz respeito a mim.
É estabilidade, segurança, mágico
Que é quase quatro de lugar seguro
Abrigo e plenitude que é
Amar e ser também amado
Quase meço o tempo ordinário
Esquecendo que o meu passo resiste
Mania torta de ser sempre o contrário
No nosso mundo de quase três existe
A vivência de uma quase vida inteira
A calmaria de um bosque palco fortuito
O enlaçar de almas em pontas de dedos
São quase três agora, mas não conto assim
São quase três vidas, como eu conto só diz respeito a mim.
Tatu
Fiz meu ninho em ti, na pele crua
E despi a alma sem esforço algum
Tens-me assim: pura, nua
Da minha casa conheces o porão
E as flores no jardim
Traz o foco quando me falta a visão
Semeia o sorriso
E és estimado lar
Pra ti e pra mim
Fiz meu ninho em ti, nos nós do seu cabelo
E das nossas mãos
Visto-te só de amor e zelo
O resto dis-penso
O subjetivo é teu e também o palpável
Nosso ninho se faz tão imenso
No enlace singelo
De toda manhã na conchinha
Tão segura, confortável
Eu te amo! Me abraça? Eu te amo!
E despi a alma sem esforço algum
Tens-me assim: pura, nua
Da minha casa conheces o porão
E as flores no jardim
Traz o foco quando me falta a visão
Semeia o sorriso
E és estimado lar
Pra ti e pra mim
Fiz meu ninho em ti, nos nós do seu cabelo
E das nossas mãos
Visto-te só de amor e zelo
O resto dis-penso
O subjetivo é teu e também o palpável
Nosso ninho se faz tão imenso
No enlace singelo
De toda manhã na conchinha
Tão segura, confortável
Eu te amo! Me abraça? Eu te amo!
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