17 de abr. de 2015

Prayer

I hear you say my name
Enquanto tudo ao redor explode
E as vozes conhecidas somem
De membros puídos e ossos fundos
Eu sigo: persisto em ser prole
A sucessão que me cabe me dói e fere
Enclausurada na egrégora que é mortalha
De uma vida inteira. Vivo o abate da inocência
Pois perante a carne o sangue falha
Foi então - a minha - geração disparatada?
Meus membros caem, despencam do tronco
O que me revestia antes se põe roto
Da árvore dessa família, fui galho bronco
Mas a seiva - a que pulsa e nutre e não é sangue
Mantém calma a alma, o viver esperançoso
Hiatos alegres dentre um cotidiano pesaroso
As raízes abatidas já não abalam mais
Os galhos jovens, saudáveis, que não sozinha fortaleci
And it feels like home

11 de fev. de 2015

Eu te amo.

Eu te amo; Eu te amo; Eu te amo!! E o repetiria aos quatro ventos e faria as ondas de todos os mares carregarem em suas cristas a mensagem divina do meu querer casto! E te amo como o acordar de meus sentidos e o amanhecer das noites a mais escura! Atinge-me como o enlaçar da raiz da mais frondosa árvore o desejo de tê-lo sempre junto a mim! E amo! Amo tanto! Todo e qualquer detalhe de toda sua minuciosidade: os amo! Cada fonema uma sílaba de um verso amoroso e, cada fio de cabelo um tear de enlace sagrado! Como a nada na vida eu te quis hoje, como nunca antes eu te prometi silenciosa o mundo e meu nome - tens tudo! E eu te amo; eu te amo; eu te amo! A alegria que me toma; o desenrolar de meus lábios em um sorriso jocoso; o adormecer tranquilo de um dia após o outro; a vaidade e o gosto em amar-me; tudo e todos! Teu! Só teu!

4 de fev. de 2015

Met-amor-fose

Corro os olhos em carimbos de versos defasados
Febres de eloqüência transbordando viver pesado
No preto das letras residia mais o cinza opaco
Cinza que é a cor e o resto do meu cigarro

Mas hoje minha retina é manchada de aquarela
Cores teimosas-dançantes, borrando as linhas
Agora febres de silêncio e contemplação serena
Enxergo a vida e a obra de maneira mais bela

Cada letra agora arremesso com dificuldade
O braço pesa não pela ausência de inspiração
Mas pelo êxtase de enfim vivenciar felicidade
É mais fácil olhar por nós através das cores

Deixar os rascunhos de lado
Rabiscar sorrindo o maior dos amores.




26 de jan. de 2015









Coroando do meu imenso apreço objeto
A luz derramava como se houvesse ali farol
Eu transbordei sorriso e entornei afeto

24 de jan. de 2015

Eu que por mil vidas intensa
Justo eu presa à singular cadência:
Andar desacompanhado minguante
Nos lábios mantras, murmurante
Permiti-me tamanha displicência
Apresentar meu canto
Presentear meu canto
Assim com esmero, retribuir encanto

Flui fácil o desaguar do meu mar